Paróquia

Paróquia Santo Antônio (Venda Nova)

07h

09h
18h
20h
- Missa dia 31/12 Ano Novo.
19h
19h
19h
19h
18h
1ª Sexta-feira de cada mês - Missa

07h

Todo dia 13 de cada mês - Novena Perpétua e Missa

15h - exceto aos domingos

Comunidade São Pedro Apóstolo

Domingo
19h30
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A história da Matriz de Santo Antônio se confunde com a história de Venda Nova. O núcleo de população que deu origem ao povoado se desenvolveu em torno da Matriz de Santo Antônio, como se pode observar nas bibliografias a respeito de Venda Nova. A igreja de Santo Antônio de Venda Nova foi a terceira da Arquidiocese de Mariana, antes da criação de Belo Horizonte, e denominada “Freguesia de Venda Nova”.

As festas religiosas, em especial as de São Sebastião, as do mês de maio e a Semana Santa, tinham grande envolvimento da população vendanovense. Havia também muito envolvimento da comunidade nas Festas de Santo Antônio e de São Pedro. 

CRONOLOGIA HISTÓRICA DA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO

1787 – Os moradores do Arraial de Venda Nova enviaram uma carta à rainha de Portugal, Dona Maria Iª, através da qual foi solicitada a autorização para erguer, em Venda Nova, uma capela de invocação a Santo Antônio. “Queixãoce a Vossa Majestade fidelíssima os moradores do arraial de Venda Nova, Freguesia do Curral D’el Rey, Comarca de Sabará, que padecendo de grande necessidade de pasto espiritual (…) Se animaram a mandar pedir a Vossa majestade em nome dos gloriosos Santo Antônio a licença para fazer ali a sua obra que todos os moradores querem…”– Trecho da Carta enviada à Dona Maria I solicitando a construção da Capela de Santo Antônio.

1803 – Ocorreu outro fato que contribui para entendermos a formação dessa localidade que é a doação, como patrimônio para a Ermida de Santo Antônio, de uma área considerável (entre 30 e 40 alqueires) da fazenda de Antônio de Castro Porto.

1809 – Em sete de julho, o Bispado de Mariana autorizou a construção da primeira igreja de Santo Antônio de Venda Nova, que era composta por duas torres, um coreto, o adro onde se enterrava os padres, portas e janelas azuis, um salão, duas entradas, uma a direita outra a esquerda. A entrada da direita dava acesso ao cemitério, que possuía uma ermida. Tinha ainda uma capelinha de vidro com a imagem de Nossa Senhora das Graças. Era uma imagem que usava roupas de tecido e recebia ofertas de muitos vestidos, sempre trocando de roupa de acordo com a ocasião. A troca de roupa era feita em recinto fechado, com acesso restrito à senhoras mais novas. Posteriormente, a imagem foi levada para a Capela do Sagrado Coração de Jesus.

1817 – Primeira provisão para missas na então capela filiada ao Curral D’el Rey.

1818 – Em 17 de janeiro foi feito o primeiro registro de permissão para uso do cemitério localizado dentro da área que um século depois foi doada para a construção da Matriz de Santo Antônio de Venda Nova. Nos documentos da Cúria, a data é de 1718, porém, pode ser erro de transcrição, uma vez que ainda não havias instancias em Minas Gerais para dar autorização e esta data possivelmente é de 1818.

1831 – Em 1ª de maio, foi feito levantamento do patrimônio da Capela pelo Vigário Francisco de Paula Arantes, que relacionava também o número de habitantes de Venda Nova. “Encontrou 77 casas habitadas no arraial, 859 pessoas. Nos arrebaldes, 267 casas com 419 habitantes. E o vigário prossegue reportando: “a capela por dentro está renovada, formada, acampada e pintada. Além da provisão real, tem três episcopais para uso, pia batismal e para o cemitério tem muito bom adro de pedra e muito bom aguadas, tudo fechado. Tem um pedaço de terras que lhe foi doado para o seu patrimônio e há título. Dista da Matriz do Curral Del-Rey de duas léguas da capela mais vizinha de Nossa Senhora das Neves, mais duas léguas da capela de São Gonçalo de Contagem, quatro léguas da freguesia de Santa Luzia, do Sabará mais duas léguas, da Freguesia de Nossa Senhora da Saúde da Lagoa Grande ou Santa mais quatro léguas. O emprego dos habitantes é plantar, criar e negócio.”

1832 – Dom José da Santíssima Trindade autoriza a elevação da Ermida de Santo Antônio a Capela. Solicitação feita por Manoel Ignácio de Melo Souza.

1833 – Em 11 de fevereiro de 1833, Francisco Mello Franco, escrivão vitalício da provedoria do termo da fidelíssima Vila Sabará, certificou que revendo o livro que continha a provisão para uso da Ermida de Santo Antônio de Venda Nova, nele achou incerto o título de doação feita para patrimônio, declarado a 7 maio de 1823. Começa assim: “Digo eu, Antônio de Castro Porto, que há vinte anos passados, pouco mais ou menos, que de minha livre vontade e por devoção a Santo Antônio, cuja imagem se venera na Ermida de Venda Nova, dei para patrimônio da mesma Ermida, um corte de terras da minha fazenda de Bento Pires. O corte começa no caminho chamado carreta (ex. – Rua Direita, hoje Padre Pedro Pinto) e vem vindo pela estrada adiante até a baixada que vai ao barranco e do barranco até ao córrego do Nado, vindo por baixo até o córrego Vilarinho e subindo pelo córrego do Vilarinho até ao caminho que vem do carretão. E por não podendo escrever, roguei ao Reverendíssimo Cônego Bernardo Hipólito pereira de Meireles, que por mim escrevesse. Ai demarcado, o patrimônio de Santo Antônio da Venda Nova, dado em mais ou menos em 1803…”.

1868 – Em 15 de maio,  foi encaminhado requerimento pelo padre José Maria de Andrade, Juiz de Paz e do subdelegado de Venda Nova, solicitando elevação do Distrito à categoria de Freguesia e no mesmo ano, foi aprovado pela Assembleia, ficando elevado à Paróquia o distrito que até então pertencia à Freguesia do Curral D’el Rey.

1880 – Em 13 de julho foi nomeado o vigário Antônio Maria de Oliveira, da Diocese de Mariana, para responder pela Matriz de Santo Antônio.

1882 – Foi solicitada autorização para construção da capela do Sagrado Coração de Jesus.

1883 – O Cônego Július Bicalho autorizou a construção da Capela do Sagrado Coração, que posteriormente passou a ter Missas todas as sextas-feiras.

1913 – Em 31 de março, foi concedida a autorização para a construção da nova Matriz da Freguesia de Venda Nova solicitada pelo padre José Luiz da Silva Diniz e autorizada pelo Monsenhor Cônego Moraes em 4 de abril do mesmo ano.

1925 – Nascimento da Banda Corporação Musical de Santo Antônio.

1966 – A Matriz foi reformada, tirando um altarzinho de Nossa Senhora Aparecida que ficava à esquerda, o da Imaculada Conceição que ficava à direita, oratórios abertos com imagens de santos e de Santo Antônio ao centro, sendo substituído pela imagem de “Cristo Moderno”. Houve também a retirada da torre, modificando a construção anterior. E a imagem de Santo Antônio (doada pelo Português Antônio de Castro Porto), foi transferida para a Capela Nossa Senhora do Rosário da Rua São Paulo e a maioria das outras imagens foram doadas para pessoas da comunidade.

1978 – Desativação do cemitério. Os familiares começaram a fazer a transferência dos restos mortais dos parentes para outros cemitérios, principalmente para o da Consolação.